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quarta-feira, 25 de abril de 2012

VOLTA À ILHA - ATLETA QUASE MORRE

O modelo Felipe Blumenthal Sequeira, de 34 anos, de Porto Alegre-RS, torcedor do Grêmio, quase morreu quando participava da Volta à Ilha, realizada no dia 15 de abril de 2012, em Florianópolis.

Os passos de Felipe pararam quando restavam apenas 800 metros para concluir o trajeto entre a Cachoeira do Bom Jesus e a Praia Brava, em Florianópolis. Quando foi socorrido tinha apenas 20% de chance de sobreviver.

Recuperado, ele recebeu alta nesta quarta-feira do hospital de Caridade disposto a concluir aquilo que deixou para trás.

Foram nove dias de UTI e internação em um quarto. Isso porque Felipe exagerou. Ele ultrapassou o limite do corpo durante o percurso de 10,4 quilômetros e teve uma desidratação profunda, que atingiu os rins e o fígado, o que o colocou à beira da morte.

Fã dos Beatles, a decepção de Felipe, no período que esteve internado, ficou por conta da impossibilidade de ir ao show do Paul McCartney.

Na Capital gaúcha, os amigos e familiares o aguardam para um churrasco ou uma feijoada. Felipe já traçou uma meta para o próximo ano: quer voltar para Florianópolis, disputar novamente a Volta à Ilha e espera terminar a corrida mais longa que enfrentou e que quase lhe custou a vida.

Confira a entrevista que Felipe concedeu ao Diário Catarinense (DC)

Diário Catarinense — Você se lembra do acidente?
Felipe Blumenthal — Muito pouco. No momento da minha largada eu fiz um esforço muito grande, pois a equipe estava atrás, queria recuperar o tempo perdido. Só lembro que me esforcei muito e faltava pouco para concluir a prova.
DC — O que foi pior durante a recuperação?
Felipe —  A UTI foi um problema. Quando mudou para o quarto foi um alívio, pelo menos passei a me movimentar mais. Antes dependia que fizessem as coisas por mim, estava limitado. Agora  fiquei mais livre, posso andar. Ficar nesta situação é muito ruim.
DC — O apoio dos familiares, amigos  e até de pessoas desconhecidas, te ajudou de que maneira?
Felipe — A coisa foi grande. Quando abri o Facebook para dar uma olhada vi o quanto repercutiu. Tinha mais de 180 pessoas querendo me adicionar e mais de 200 notificações. Recebi muito apoio, isso serve para dar mais sustentação na minha recuperação.
DC — Pensa em voltar a correr? Ano que vem estará na Volta à Ilha?
Felipe — É uma meta minha. Quero terminar o trecho que faltou do percurso da corrida. Corro há mais de três anos, pois me sinto livre e é algo que faz bem para minha saúde. Se pudesse, já estaria correndo, mas não dá. 
DC — O que pensa em fazer assim que tiver alta e voltar para o Rio Grande do Sul?
Felipe — O que eu não aguento aqui é restrição na alimentação. Tem uma banana cozida que eu odeio,  quero comer uma boa carne e torcer para o Grêmio no Gre-Nal que se aproxima.
DC — Que lições você tira deste drama que você passou?
Felipe — Acidentes acontecem, o importante é a gente superar isto. É a vida que segue. É levantar, caminhar, trotar e correr tudo de novo.


9 comentários:

  1. Caraca, pelo que li estava quente e o cara corre mais de 10 km sem hidratação e forçando ainda por cima?
    Esse é o problema de trocar a diversão pela competição desenfreada1

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  2. Luiz,
    Por isso que temos que cuidar muito da hidratação.`
    É fundamental para manter a saúde e a pp vida, em alguns casos.
    Também é importante cada um saber qual seu limite.
    Alguém que treina com dedicação e sério pode avaliar quando pode forçar o rítmo.
    Sem conhecer bem o corpo é melhor levar na brincadeira e não exagerar.
    Abraços,
    Julian

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  3. Concordo com o Luiz, temos que ter cuidado com a ênfase exagerada em competições. Atletas em geral só treinam, não trabalham como nós.

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  4. Eu corro para me divertir e ganhar saúde.
    Jamais adoecer ou me lesionar.
    Exceder os limites é prazeiroso mas tbém perigoso.

    Devemos evitar.
    Osmir

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  5. Desidratação profunda num trecho de 10,4K??? Impossível!!!

    É só ler este livro
    http://www.amazon.com.br/Waterlogged-Serious-Overhydration-Endurance-ebook/dp/B0081U6WWG/ref=sr_1_1?s=digital-text&ie=UTF8&qid=1357055473&sr=1-1
    Waterlogged, de Tim Noakes
    para ver o absurdo da afirmação do corredor.

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    Respostas
    1. Mandei mensagem via FB pra ele e ele respondeu. Não foi desidratação. Foi leptospirose.

      E, diferentemente do que afirmei, o erro não foi do corredor e sim de quem fez a matéria (no caso o Zero Hora) ou de quem informou a quem fez a metéria.

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    2. Valeu Adolfo por buscar o real motivo do problema com o atleta.

      Obriagdo,

      Julian

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  6. E aí Julian, infelizmente ocorrem casos de problema de saúde em provas ... sempre procuro ler o que realmente ocorreu e como já disseram acima, não é possível desidratação em tão pouca km.

    Abraços
    Rodrigo Augusto
    corridaderuams.blogspot.com.br

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    Respostas
    1. Rodrigo,

      Nem sempre a imprensa divulga a real situação ocorrida.
      Mas, sempre é bom ficar atendo com a hidratação.

      Valeu !

      Julian

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