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quinta-feira, 31 de maio de 2012

COMO EVITAR MORTE SÚBITA

Levantamento feito pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia e divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, mostra que 65% dos esportistas que já passaram pelo Departamento de Medicina Esportiva da instituição nunca fizeram um exame cardiológico.
Os dados são referentes aos 7.500 atendimentos já realizados pelo setor. "Os números podem ser até maiores. Há grupos que só passaram por um fisioterapeuta. Vimos que existe uma falta de obrigatoriedade de avaliação cardiológica desses atletas", diz o cardiologista Nabil Ghorayeb, responsável pelo departamento.
Os atletas que passam pelo atendimento praticam diversas modalidades esportivas, têm até 35 anos de idade e fazem atividade física intensa desde a infância. Para Ghorayeb, eles não procuram um especialista porque são jovens e nunca sentiram sintomas de problemas cardiovasculares.
Os riscos, no entanto, existem. Entre os pacientes, 8% apresentam algum tipo de doença cardíaca, como arritmia, pressão alta e miocardiopatia hipertrófica. Taxas elevadas de colesterol foram encontradas em 15% dos pacientes, creditadas principalmente a maus hábitos alimentares.
"Mas eles nunca foram informados disso, não têm nutrição orientada", afirma o médico.
Cardiopatias não identificadas e não tratadas aumentam as chances de o atleta sofrer de morte súbita. Um problema no músculo cardíaco, nas coronárias ou no sistema elétrico do órgão, que dita o ritmo dos batimentos, pode resultar em parada cardíaca depois de um episódio de esforço extremo.
Um estudo apresentado no Congresso Canadense de Cardiologia deixou um alerta aos praticantes de esportes de endurance: correr uma maratona ou participar de um triátlon pode lesionar o coração. Mas, afinal, até que ponto, por exemplo, pode ser considerado saudável e seguro?
“Correr uma maratona não é como visitar um shopping ou fazer compras. Esse tipo de prova gera um desgaste fisiológico grande e é preciso estar preparado. Acontece que muitas pessoas estão subestimando os próprios limites”, alerta Ghorayeb.
Para se ter segurança se podemos praticar esporte saudável e seguro é necessário fazer exame cardiológico de ‘pré-participação do atleta’, capaz de detectar possíveis anormalidades cardíacas, silenciosas ou não, que podem levar ao afastamento temporário ou definitivo do esporte.
Esse tipo de avaliação, que deveria ser praxe, pode contribuir expressivamente para a diminuição dos casos de morte súbita durante a prática esportiva. “É seguro dizer que 95% das complicações cardíacas que levam à morte súbita são detectáveis por essa avaliação, quando realizada de maneira séria e criteriosa e não para atender às exigências burocráticas. São raras as condições cardiológicas impeditivas para a prática de atividade física”, afirma Ghorayeb.
Fazer exames prévios com especialistas, treinar com pelo menos três meses de antecedência e ter hábitos alimentares prescritos por um nutricionista são requisitos básicos para quem quer participar de uma prova, sobretudo as de longa duração, sem comprometer a própria saúde. “A palavra apto não indica a condição biológica do indivíduo. Indica apenas uma condição técnica”, explica Ghorayeb..
Mesmo tendo cumprido todas as recomendações acima, é preciso estar atento. Todo e qualquer sintoma que aparece durante uma atividade física tem que ser valorizado, tais como falta de ar, tontura, palpitações, dores no tórax, desidratação aguda, alta sudorese ou fraqueza. “Do ponto de vista cardiovascular, esses sintomas obrigam a pessoa a interromper a prova e procurar ajuda médica especializada. O normal é não sentir nada, diz Ghorayed. ”
fonte: http://www.cardioesporte.com.br/


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